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The Long Reach

Análise de The Long Reach, jogo de terror em pixel art 2D com quebra-cabeças e uma história interessante sobre experimentos.

The Long Reach
Imagem: Merge Games

The Long Reach une o 2D pixelado com o gênero deterror, em uma mistura bem interessante e com uma história envolvente.

Baervox, onde o jogo se passa, é uma cidade criada para jogo, e sua história começa seguindo Calvin em sua viagem à loja local. Depois de algumas breves conversas, as coisas tomam um rumo dramático, e então você se vê no controle de Stewart, o verdadeiro protagonista da história, que parece estar no centro de uma experiência de laboratório. A experiência, claro, dá errado e não demora muito para você se encontrar em uma situação de terror com voltas e reviravoltas psicológicas. Você luta contra sua própria mente, não sabendo definir o real do irreal.

Durante toda campanha, você vai encontrar várias conversas com outros personagens, com varias escolhas, porém nada, pelo que percebi, afeta na historia do jogo, pois em alguns casos você apenas dá continuação se acerta os diálogos. Porém este é o único jeito de você entender a história do jogo e avançar. O jogo também usa essas conversas para adicionar um elemento de pausa cômica às situações e faz um ótimo trabalho, usando referências da cultura pop para tirar o máximo do horror o suficiente para permitir que sua mente se recupere antes de mergulhar de volta dentro. Porém alguns pontos da história ficam no ar; você não sabe nem como e nem porque aconteceu tal evento, e o jogo também não explica, o que pode fazer com que alguns players não dêem continuação no game.

GAMEPLAY

A jogabilidade é bem simples, ainda mais mais para o estilo de jogo: você apenas se move para os lados, tem um botão para corrida, um para ações, itens e um para lanterna. O jogo fornece um brilho útil em torno de objetos e personagens que podem ser interagidos. Isso, no entanto, é mais usado para objetos que estão lá apenas para olhar, sem utilidade. Você se encontra revisitando lugares, apenas clicando em tudo na esperança de encontrar exatamente o que precisa e se torna um caso simples de tentativa e erro, com muitos dos objetos que você precisa aparentemente conectados de maneiras bem forçadas.

O jogo também conta com um ínfimo número de inimigos, onde a unica coisa a fazer é correr e se esconder. Você não consegue lutar contra nenhum em nenhum momento, e em todo jogo você não morre mais do que umas 10 vezes, se prestar bem atenção. Às vezes isso pode ser bastante frustrante, mas também aumenta o suspense do jogo. Não há opção para salvar, mas o jogo define checkpoints regularmente, geralmente após encontrar cada item ou fazer uma ação.

O jogo nunca é claro sobre o que precisa ser feito, então você se encontra correndo por aí clicando em tudo para tentar achar o item que precisa, e às vezes tentando usar ele em qualquer outro item, o que pode te deixar frustrado, pois perde muito tempo andando sem saber o que fazer ou usar o item no local certo.

The Long Reach tem um campanha bem curta. Com cerca de 2 a 3 horas é possível você completar todo o jogo, e deixa muitos pontos da história em aberto. O game tem cara de ter uma continuação, assim esperamos, para que todo esse quebra cabeça, de uma história um pouco confusa, seja totalmente explicado.

ÁUDIO VISUAL

Graficamente, não temos muito o que conversar; ele entrega o que promete: um jogo 2D pixelado de terror, com uma boa iluminação, ajudando ainda mais criar o clima de terror e suspense que  quer passar.

O áudio é usado para um efeito muito bem encaixado, muitas vezes aumentando os sustos com barulhos fortes e usados ​​para fornecer dicas ambientais. Às vezes ele tenta sinalizar um susto onde não há um, te deixando um pouco tenso, mas o som geral é usado em um grau excelente. No mínimo, acrescenta uma camada extra de ambiente que o leva a mais horror.


CONCLUSÃO

Apesar das grandes falhas da história do jogo, o que pode fazer muito jogador se desinteressar pelo game rapidamente, Long Reach se for jogado de forma pausada possui quebra cabeças fáceis. Você pode jogar tranquilamente um bom jogo de terror 2D, relembrando os velhos tempos, onde o som e os pixels conseguem passar um bom clima de suspense.

Diversão:4
Áudio Visual: 7
Gameplay: 5

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