Em jogo de luta, o que separa uma boa partida online de uma frustrante é a conexão. A Nintendo sabia disso quando, no início de novembro de 2018, um mês antes do lançamento de Super Smash Bros. Ultimate no Nintendo Switch, marcado para 7 de dezembro, detalhou como o jogo escolheria os adversários online.
O matchmaking se apoiava em três critérios:
- Regras de preferência: formato, regras, tempo, cenário e itens podiam ser definidos e salvos antes, e o jogo tentaria juntar quem escolheu regras parecidas.
- Global Smash Power (GSP): uma pontuação que compara cada jogador com todos os outros do mundo, para colocar frente a frente pessoas de nível semelhante.
- Proximidade: jogadores da mesma região têm prioridade, porque a distância pesa na estabilidade da partida.
Para quem levava o competitivo a sério, a recomendação foi direta: jogar com cabo de rede. O Switch não tem porta Ethernet própria, então era preciso um adaptador USB de LAN, vendido à parte, oficial ou de terceiros. O online também exigia a assinatura do Nintendo Switch Online, serviço pago lançado em 18 de setembro de 2018.
O que veio depois
Ultimate chegou com 74 lutadores, todos os 63 dos jogos anteriores mais 11 estreantes, e recebeu nota 93 no Metacritic. O online, porém, foi o ponto mais criticado: muitos jogadores relataram atraso nas partidas mesmo usando cabo. Também houve reclamações de quem caía em partidas com regras diferentes das escolhidas.
Nada disso impediu o jogo de crescer. O último lutador, Sora, de Kingdom Hearts, chegou em outubro de 2021, e até 31 de março de 2025 Ultimate somava 36,24 milhões de cópias, o jogo de luta mais vendido da história, à frente de Street Fighter II. Para treinar online com calma, o conselho de 2018 continua valendo: cabo antes de tudo.
Fonte: Eurogamer / Nintendo.






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