Poucas horas antes do lançamento, o diretor criativo e CEO da S-GAME, Soulframe Liang, publicou no perfil oficial de Phantom Blade Zero uma carta aberta aos jogadores. O texto, chamado “Reason and Madness” (razão e loucura), conta de onde veio o mundo do jogo e traz três avisos práticos para quem vai jogar no PC.
Liang lembra que tudo começou há cerca de 20 anos, quando ainda era estudante no exterior e fez no RPG Maker seu primeiro jogo independente, Rainblood: Town of Death. Foi ali que nasceu o chamado Phantom World, um wuxia tradicional chinês misturado com modificação corporal e mundos paralelos. Para ele, fazer jogos começou como um conforto durante os estudos e acabou virando uma das partes mais importantes da vida.
O diretor também relembra a estreia do primeiro trailer num PlayStation Showcase, há mais de três anos, quando a S-GAME era vista como um estúdio novo “um pouco ousado demais” com uma propriedade original que quase ninguém conhecia. A partir dali, segundo a carta, o estúdio cancelou outros projetos e concentrou tudo no jogo: milhares de horas de captura de movimento, escaneamento 3D de vilas e montanhas da China, dança do leão orientada por mestres de Guangdong, formações de espada com mestres do Monte Emei e técnicas de mãos livres com monges do Templo Shaolin. A equipe de dublês, liderada pelo diretor de ação Yang Liu, teve orientação de Donnie Yen.
Liang cita ainda conversas com jogadores em eventos de Pequim, Xangai, Los Angeles e São Paulo, onde o jogo esteve na Gamescom LATAM, e destaca detalhes que vieram dessas conversas: ajuste do som do choque de lâminas, três esquemas de botões no PS5, remapeamento mais flexível no PC e suporte a telas 16:9, 16:10 e ultrawide acima de 3:1. Ele dá crédito ao diretor de arte Michael Chang, que desenhou a arte conceitual de todos os personagens e da maior parte dos cenários, e ao diretor musical Caisheng Bo, que compôs mais de dez horas de trilha quase sozinho.
No fim, a carta traz três atualizações de última hora. Há um patch de primeiro dia de cerca de 5 GB, que melhora o desempenho de ray tracing e path tracing e corrige bugs; quem já fez o pré-download deve instalar a atualização antes de jogar. O estúdio diz ter refinado o visual sem ray tracing e testado o jogo em PCs intermediários, mais modestos e portáteis. E há um aviso para quem usa placa NVIDIA: a S-GAME observou instabilidade com o driver 621.01 e recomenda voltar para a versão 617.42, com instalação limpa, até a NVIDIA lançar o próximo driver.
Phantom Blade Zero chega ao PS5 e ao PC (Steam e Epic Games Store) em 28 de outubro, às 23h de Brasília. Na Steam brasileira, custa R$ 229,90 (preço conferido em 28/10). Preço, edições e tudo sobre o lançamento estão no nosso guia de Phantom Blade Zero, e a carta completa, em inglês, está no perfil oficial do jogo no X.
Veja também o calendário de lançamentos de jogos do mês.
Fonte: S-GAME.





