SpellForce 3: Fallen God

Por em em Reviews, 1 Mais

SpellForce 3: Fallen God

Spellforce 3: Fallen God, título desenvolvido pela Grimlore Games e publicado pela THQ Nordic, apresenta mais um capítulo da franquia de estratégia que mantém uma sólida base de fãs desde o seu primeiro game em 2003.
Este é o terceiro capítulo do terceiro título, desta vez, focado no ponto de vista dos Trolls.

O jogo abraça suas mecânicas clássicas, trazendo para seus jogadores veteranos, fácil assimilação com o novo contexto em termos de jogabilidade, mas pode assustar jogadores menos familiarizados com o estilo, que é cada vez mais escasso em títulos atuais, o que pode dificultar em algum grau a atração de novos fãs para a franquia.

Os visuais, no entanto, são fantásticos, especialmente para o estilo, que pode ter tantas coisas acontecendo na tela ao mesmo tempo.
Os personagens têm modelos 3D feitos com excelência e a escola artística de câmeras, sombras e iluminação é totalmente apropriada para o contexto do jogo.
As aparências dos personagens são outro ponto forte, estes trolls (que lembram mais Orcs no imaginário popular) têm diversas características estéticas únicas, o que facilita que você lembre de personagens extremamente secundários em uma vila cheia deles.

001

Os monstros e adversários são bastante variados e charmosos e, os cenários, são bem construídos que, mesmo grandes, tem caminhos bem projetados para que você não se perca mas, ao mesmo tempo, são abertos o suficiente para não passar a impressão de linear demais. E finalmente, os efeitos de iluminação e partículas quando fogo ou mágica acontecem, tudo combina bastante com o estilo de arte, visualmente falando, surpreende para o gênero.

A dublagem (em inglês) também é um capricho. Não é a primeira vez que interação com os Trolls acontece na franquia, no entanto, os Moonkin tendo mesmo conversas casuais entre si, com seu próprio dialeto, gírias e formas de estruturar as frases é um trabalho de amor que os desenvolvedores colocaram para trazer identidade real a essa civilização de bárbaros e xamãs.

A história começa lenta, mas flui bastante quando os personagens já estão juntos, com altos, baixos e uma série de reviravoltas que pegarão quem estiver imerso no game totalmente desprevenidos, o que só adiciona na profundidade da coisa toda.

No fim, estes Trolls, que são bastante customizáveis desde o princípio, criando diversos estilos de jogo possíveis durante a campanha, acabam se tornando personagens que você lembrará com respeito, como Thrall da franquia Warcraft.

Bom

  • Ambientação
  • Diversidade
  • Dublagem
  • Gráficos
  • Imersão

Mal

  • Controles Datados
8.0
João A. Maymone

Escrito por: João A. Maymone

Desenhista, Designer, Técnico em TI, Programador, Resolvedor de Problemas e entusiasta em Games.

Nenhum comentário.

O que acha disso? Diga nos comentários.