Se liga nessa treta de maio de 2018. A Blizzard lançou em Overwatch a skin Pink Mercy, uma versão cor-de-rosa da heroína Mercy, numa ação beneficente para a Breast Cancer Research Foundation (BCRF, Fundação de Pesquisa sobre Câncer de Mama). A campanha durou duas semanas, de 8 a 21 de maio, e a promessa era doar à fundação o dinheiro das vendas da skin e de uma camiseta exclusiva.
Aí veio a polêmica. O usuário Nick Akerman apontou no Twitter que a Sony estaria “ficando com 22% de cada compra” da skin no PS4. A base era a descrição da PlayStation Store do Reino Unido: a skin custava £12,99, mas o texto dizia que £10,12 iriam para a Blizzard doar à BCRF. A diferença, de £2,87, dava os tais 22%. Enquanto isso, a loja do Xbox dizia que 100% do valor ia para a fundação.
Vale a correção ao que publicamos na época: a diferença aparecia só na loja britânica. Na PlayStation Store dos Estados Unidos, a descrição também falava em 100% do preço para a caridade.
A Sony respondeu rápido: “Não estamos tendo lucro com as vendas da skin Pink Mercy de Overwatch”. A empresa não explicou para onde iam os £2,87. Parte da imprensa levantou a hipótese de impostos, já que o Reino Unido cobra 20% de IVA nas compras digitais, mas a conta não fecha exatamente com esse percentual, e a dúvida ficou no ar.
O que veio depois
A treta não segurou a galera. Quando a campanha acabou, a Blizzard anunciou que a Pink Mercy e a camiseta arrecadaram mais de US$ 12,7 milhões para a BCRF, a maior doação de um parceiro corporativo em um ano nos 25 anos de história da fundação. Pra completar, 14 transmissões beneficentes de jogadores de Overwatch na Twitch juntaram mais de US$ 130 mil. O diretor do jogo, Jeff Kaplan, e a equipe entregaram o cheque à direção da fundação. É o tipo de skin que chegou chegando e fez diferença fora do jogo.
Fonte: Blizzard Entertainment, Nick Akerman (Twitter).






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