Desde que o primeiro trailer de Ultra Street Fighter II: The Final Challengers foi exibido, uma cena curta ficou na cabeça de muita gente: os braços de Ryu, vistos em primeira pessoa, soltando um Hadouken em um soldado da Shadaloo. Por algumas semanas, ninguém sabia direito o que aquilo era. Em fevereiro de 2017, a Capcom confirmou que se tratava de um modo em primeira pessoa e, no dia 15, mostrou como ele funciona.
O modo se chama Way of the Hado. O jogador segura um Joy-Con em cada mão e executa os golpes de Ryu com o corpo: Hadouken, Shoryuken e Tatsumaki Senpukyaku saem dos gestos, não de comandos no controle. O objetivo é derrubar o maior número possível de soldados da Shadaloo, com M. Bison à espera como chefe. São três opções: Stage Mode, com as dificuldades Beginner, Standard e Hard, Endless Mode e um modo de treino. Conforme avança, o jogador acumula pontos para fortalecer Ryu.
Para quem estuda Street Fighter II há décadas, a curiosidade era natural. A série sempre foi sobre leitura do oponente, distância e tempo de reação. Transformar o Hadouken em movimento físico é outra proposta, mais perto de uma atração do que de uma luta. Vale olhar com calma antes de julgar.
Confira o gameplay abaixo:
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O que veio depois
Ultra Street Fighter II chegou ao Nintendo Switch em 26 de maio de 2017, dentro das comemorações dos 30 anos da franquia. Além do Way of the Hado, o jogo trouxe dois lutadores novos, Evil Ryu e Violent Ken, e permitia alternar entre os gráficos originais em pixel art, em 4:3, e a arte em alta definição da UDON, em tela larga. A recepção foi morna: média 66 no Metacritic, com críticas ao preço e ao próprio modo em primeira pessoa, considerado raso e com controle por movimento impreciso. Mesmo assim, as vendas passaram de 500 mil cópias até 2018, acima do que a Capcom esperava. No fim, a luta clássica continuou sendo o motivo para jogar.
Onde comprar
Fonte: Capcom.






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