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Ported2Browser reúne mais de 200 jogos que rodam direto no navegador e celebra a preservação dos games

O Ported2Browser é um diretório independente com 217 ports de jogos que rodam no navegador, feitos com emulação e recompilação. Uma vitrine de como a comunidade mantém clássicos vivos.

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Arte do SavePoint sobre o Ported2Browser, diretorio de jogos que rodam no navegador
Imagem: SavePoint

Um detalhe bonito antes de tudo: preservar jogos também é cuidar da arte de quem os fez. Quantos jogos que marcaram a sua vida ainda podem ser jogados hoje sem caçar um console antigo, um cartucho caro ou um PC que nem existe mais? O Ported2Browser nasceu para facilitar essa resposta: é um diretório independente que reúne, em um só lugar, jogos portados para rodar direto no navegador.

Resumo: O Ported2Browser é um diretório independente que reúne jogos portados para rodar direto no navegador: eram 217 ports quando este texto foi escrito, de clássicos de DOS e Windows a jogos de Nintendo 64, PlayStation e Game Boy. O site não hospeda os jogos; cada título roda na página do autor do port, e qualquer pessoa pode sugerir novos jogos ou avisar sobre links quebrados.

Arte do SavePoint sobre o Ported2Browser
O Ported2Browser reúne ports de jogos que rodam no navegador. Imagem: SavePoint

Um catálogo que cabe em uma aba

No momento em que escrevemos, o site lista 217 ports, de clássicos de DOS e Windows a jogos de Nintendo 64, PlayStation, Game Boy e até ZX Spectrum. Dá para filtrar por plataforma, gênero e até pelo tipo de controle aceito (teclado e mouse, controle ou toque), além de marcar favoritos, avaliar os jogos e acompanhar o que você abriu por último. Cada ficha ainda traz um atalho para o HowLongToBeat, para você saber quanto tempo leva para zerar.

O ponto mais importante: o Ported2Browser não hospeda os jogos. Ele funciona como uma vitrine, e cada título roda no site do próprio criador do port. Qualquer pessoa pode sugerir novos jogos, e há um botão para avisar quando um link quebrar, o que mantém o acervo vivo e colaborativo.

Emulação e recompilação: as duas portas de entrada

Por trás desses ports estão duas técnicas que a comunidade vem aperfeiçoando há décadas. A emulação recria o hardware original em software, para que o jogo rode como se estivesse no console de verdade. Já a recompilação (e os projetos de decompilação) vai além: traduz o código do jogo para que ele rode de forma nativa em outras plataformas, muitas vezes com melhorias como resolução maior e taxa de quadros mais alta. O site já tem uma categoria só para ports recompilados.

O que permite levar tudo isso para o navegador é o WebAssembly, tecnologia que deixa o Chrome, o Firefox e o Safari executarem código pesado com desempenho próximo ao de um programa instalado. Sem download, sem instalação, em praticamente qualquer computador, e em alguns casos até no celular.

Por que isso importa para a preservação

Consoles param de ser fabricados, lojas digitais fecham e jogos saem de catálogo. Quando isso acontece, parte da história dos videogames corre o risco de sumir. Iniciativas como o Ported2Browser mostram o outro lado: o navegador é a plataforma mais universal que existe, e um jogo que roda ali pode ser acessado por qualquer pessoa, em qualquer lugar, hoje e daqui a muitos anos.

O catálogo também destaca o lado criativo da cena: há fangames, mash-ups, coletâneas de séries inteiras e projetos em desenvolvimento. Entre os destaques estão jogos de código aberto como Tremulous e AssaultCube, o Happy Wheels publicado pelo próprio criador e a demo do DOOM de 1993 feita pela Cloudflare, com multiplayer para até quatro jogadores direto no navegador.

Vale lembrar que, como cada port roda no site de quem o fez, a situação de direitos varia de projeto para projeto: há demos oficiais, jogos open source e ports feitos por fãs. Quando um jogo ainda está à venda, comprar a versão oficial continua sendo a melhor forma de apoiar quem o criou e de garantir que mais clássicos sejam relançados.

O que mudou desde o lançamento (atualizado em 27/10/2026)

O Ported2Browser foi lançado em 29 de setembro de 2026 por um criador que assina BrowserBoy, que apresentou o projeto no fórum do romhacking.net com pouco mais de 100 ports. Menos de um mês depois, em 27 de outubro, a página inicial de ported2browser.com já mostrava 277 ports. É um crescimento bonito de acompanhar, e cada ficha ainda credita quem fez o port, um detalhe que a gente adora.

Um cuidado com o endereço: o diretório original é o ported2browser.com. O ported2browser.org é outro site, que se apresenta como um guia independente de jogos de navegador e afirma não ter ligação com diretórios de nome parecido. Os dois são úteis, mas não são a mesma equipe.

As etiquetas das fichas ajudam a entender o que você vai encontrar: FANGAME marca jogos feitos por fãs, EMULATOR indica que o jogo roda em um emulador dentro da página, COMPENDIUM reúne vários jogos de uma série, WORK-IN-PROGRESS avisa que o projeto ainda está incompleto, e há também MASH-UP e AI GAME. Alguns projetos pedem os seus próprios arquivos do jogo original, que são lidos só no seu computador.

Também vale saber que boa parte do catálogo roda jogos comerciais completos. Por isso, na SavePoint, só indicamos projetos que não distribuem jogos pagos: remakes de fãs que não usam ROM, ports que pedem os seus próprios arquivos, jogos gratuitos ou de código aberto e lançamentos oficiais. Quando o projeto usa arte original, a gente avisa e aponta o jeito oficial de comprar.

Guia completo: Jogos portados para navegador e PC: guia SavePoint.

Leia também: Quiver Launcher: app grátis instala ports para PC de Zelda 64, Super Mario 64 e outros clássicos; Para jogar no navegador: fãs refazem o multiplayer de Conker’s Bad Fur Day, com partidas online e os bots do original; Fãs vs. versões oficiais: Black Mesa, o remake de Half-Life feito por fãs que a Valve deixou vender; Halo: Combat Evolved no navegador: Combat Lab roda a decompilação com o seu próprio disco; Como jogar ports de navegador com seus próprios arquivos (ISO, XISO, MPQ) e não perder o save; SimCity de 1989 de graça no navegador: micropolisJS e o código que a EA abriu; Clássicos que os criadores liberaram de graça: Minecraft Classic, Celeste Classic, Cave Story e Daggerfall; Diablo no navegador: a demo shareware no diabloweb e como jogar o jogo completo de forma legal; ScummVM e as aventuras freeware: Beneath a Steel Sky, Flight of the Amazon Queen e mais, também no navegador; Navegador, port nativo ou emulação: as diferenças técnicas para rodar jogos antigos.

Vale a visita

Para quem gosta de história dos games, ou só quer matar a saudade em poucos cliques, o Ported2Browser é uma ótima porta de entrada. E é também um lembrete de que a preservação dos videogames passa, cada vez mais, pelas mãos da comunidade.

Leia também: Amazon Luna em outubro: os jogos grátis para assinantes Prime, outra forma de jogar direto no navegador, e os novos headsets de Pokémon da Razer.

Dá para ver o cuidado em cada página do diretório; vale guardar nos favoritos.

Mais sobre emulação, recompilação e preservação no nosso hub Preservação de games.

Mais sobre preservação de jogos no SavePoint

O Ported2Browser é uma das portas de entrada para um assunto que a SavePoint acompanha de perto: como os jogos continuam jogáveis depois que consoles, lojas e servidores saem de cena. Nas reportagens abaixo, tratamos de recompilações e decompilações feitas por fãs, de projetos que as donas das marcas derrubaram ou toleraram, de relançamentos oficiais que a comunidade avaliou e de versões não oficiais e jailbreaks que viralizaram. Em todas, explicamos os riscos para quem joga e os caminhos legais para jogar cada título.

Fonte: Ported2Browser e fórum do romhacking.net.

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Indies e pixel art

Capitão Pixel jura que tem brevê de piloto, mas a única coisa que ele pilota de verdade é a lista de demos do Steam Next Fest. Cobre indies, pixel art e direção de arte, e consegue escrever três parágrafos sobre a animação de um pulo. Nunca foi visto sem o quepe de comandante, nem nas fotos (que, convenhamos, são todas desenhadas).

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