Série Fãs vs. versões oficiais, parte 4 de 9: projetos de fãs que foram além do que as versões oficiais entregaram, e o que aconteceu com eles.
Em jogo de plataforma de precisão, cada quadro conta. Por isso este capítulo é sobre uma coletânea oficial em que o problema não estava no conteúdo, mas no tempo de resposta: Mega Man X Legacy Collection.
O que a versão oficial entregou
A Capcom lançou Mega Man X Legacy Collection 1 e 2 em 24 de julho de 2018 para PS4, Xbox One, Switch e PC. A primeira reúne Mega Man X a X4; a segunda, X5 a X8. O pacote é generoso: galerias, músicas e o modo X Challenge, que coloca o jogador contra dois chefes ao mesmo tempo.
O problema apareceu no controle. Logo no lançamento, a comunidade mediu o atraso entre apertar o botão e ver a ação na tela, comparando as versões de Switch, PS4, Xbox One e PC com o Super Nintendo original, em testes como os do site The Mega Man Network e do canal GigaBoots. Para um jogo que exige saltos e tiros no tempo exato, a diferença era sentida por quem conhecia os originais.
A resposta
Em agosto de 2018, a Capcom lançou uma atualização só para PC, com opção de desligar o V-Sync e uma correção na escolha de resolução, que segundo a empresa podia melhorar a taxa de quadros. Não houve anúncio de correção para os consoles, e jogadores no fórum da Steam relataram que o atraso continuava. Quem resolveu foi a própria comunidade, documentando o problema e trocando configurações, como desligar o V-Sync nos jogos da segunda coletânea.
Por que ele importa para a preservação
Preservar não é só deixar o jogo disponível: é manter a sensação de jogar. Uma coletânea com tudo no lugar, mas com resposta lenta, muda o jogo que ela promete guardar. Na Steam brasileira, cada coletânea custa R$ 89,00 (estavam com 60% de desconto em 22/10), sem português.
Partes anteriores da série: Black Mesa, GTA Trilogy vs. re3/reVC, Zelda 64: Recompiled.
Onde comprar: Mega Man X Legacy Collection na Amazon
Fonte: Capcom, The Mega Man Network e Rockman Corner.





