Vem comigo que essa história mistura dancinha, internet e tribunal: em dezembro de 2018, Anita Redd, mãe de Russell Horning, o adolescente de 16 anos conhecido como Backpack Kid, entrou com um processo contra a Epic Games em nome do filho. O motivo era a Floss, a dança que ele popularizou e que virou um dos emotes mais famosos de Fortnite.
Horning ficou famoso ao dançar a Floss ao lado de Katy Perry no Saturday Night Live, em 2017. A Epic colocou a dança no jogo como emote do passe de batalha da Temporada 2, em dezembro de 2017. Segundo o processo, isso foi feito sem permissão e sem pagamento. Um trecho da ação dizia que a Epic usava “A Dança, e outras danças, para criar a falsa impressão de que a Epic começou essas danças e modas”.
Ele não estava sozinho. Antes dele, o rapper 2 Milly e o ator Alfonso Ribeiro, o Carlton de Um Maluco no Pedaço, já tinham processado a Epic pelos emotes Swipe It e Fresh. Coincidência? Que nada, fofura: os três eram representados pelo mesmo escritório, Pierce Bainbridge Beck Price & Hecht. Ribeiro e Horning também processaram a Take-Two Interactive, dona da série NBA 2K, pelo uso das danças.
A grande pergunta era se uma dança pode ser protegida por direito autoral nos Estados Unidos, e quem consegue provar que criou um passinho que viralizou.
O que veio depois
Em março de 2019, os processos de Ribeiro, 2 Milly e Backpack Kid foram retirados. Uma decisão da Suprema Corte dos EUA, sem relação com Fortnite, determinou que ações por violação de direito autoral só podem começar depois que o Escritório de Direitos Autorais aceitar ou recusar o registro da obra. No caso de Ribeiro, o registro da dança de Carlton foi recusado pelo órgão.
Fonte: Eurogamer e Fortune.







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