Em 21 de janeiro de 2019, o avião que levava o atacante argentino Emiliano Sala de Nantes, na França, para Cardiff, no País de Gales, caiu no Canal da Mancha, perto da ilha de Alderney. Sala tinha acabado de ser contratado pelo Cardiff City, que pagou ao FC Nantes cerca de 15 milhões de libras, a contratação mais cara da história do clube. Os destroços foram encontrados em 3 de fevereiro, e em 7 de fevereiro a polícia confirmou que o corpo recuperado era o do jogador. O piloto, David Ibbotson, também morreu.
Depois da confirmação, a Electronic Arts, responsável pela série FIFA, publicou um comunicado: “É com grande pesar que soubemos do desaparecimento de Emiliano Sala”. E completou: “Para respeitar o seu legado, vamos implementar as seguintes alterações:”
- Sala seria removido do elenco do FC Nantes em FIFA 19;
- as cartas de Sala no Ultimate Team deixariam de aparecer nos pacotes;
- os preços das cartas de Sala no FUT seriam mantidos no valor daquele momento.
A decisão seguiu uma lógica respeitosa: tirar o atleta das escalações jogáveis e dos pacotes, sem apagar quem já tinha a carta, e sem deixar que o mercado do Ultimate Team especulasse com o nome de alguém que tinha acabado de morrer. Na época, as causas do acidente ainda eram desconhecidas.
O que veio depois
A investigação do órgão britânico de acidentes aéreos, o AAIB, concluiu que o piloto perdeu o controle do avião ao manobrar para desviar de nuvens em velocidade excessiva, o que causou a quebra da aeronave em voo. Sala e o piloto provavelmente foram expostos a monóxido de carbono, que deixou o jogador inconsciente e prejudicou o julgamento do piloto. Em outubro de 2021, David Henderson, que organizou o voo, foi condenado por colocar em risco a segurança de uma aeronave.
Fonte: Electronic Arts, via Eurogamer.





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