Quem acompanha os bastidores da indústria há tempos sabe que a International Game Developers Association, a IGDA, é a maior organização sem fins lucrativos de desenvolvedores de jogos do mundo. E desta vez a renovação do conselho diretor tem sotaque brasileiro: a entidade anunciou três novos diretores, Tiziano Giardini, Jennifer Estaris e o pesquisador Pedro Zambon.
Pedro Zambon
Pedro Santoro Zambon é pesquisador, consultor e defensor do crescimento sustentável dos polos de desenvolvimento de jogos na América Latina e no chamado Sul Global. Ele é cofundador e vice-presidente do grupo de interesse especial de Incubação e Aceleração da IGDA e fundou a Savegame.dev, consultoria brasileira voltada a políticas públicas, estratégias de incubação e fortalecimento de comunidades locais.
Na Universidade de Utrecht, na Holanda, ele pesquisa práticas colaborativas e a formação de equipes no desenvolvimento de jogos. Segundo a IGDA, o mandato vai de 2025 a 2028. No currículo há ainda o doutorado em Comunicação pela Unesp e a coordenação, entre 2021 e 2024, do Spcine Game, iniciativa de games da Prefeitura de São Paulo que incluiu a SP Game Start, primeira incubadora do Brasil dedicada só a jogos.
Tiziano Giardini
Cofundador da IGDA Itália, Giardini trabalha na 34BigThings, um dos principais estúdios italianos, entre a produção e o desenvolvimento de negócios. Ele também comanda a Quickload, aceleradora para estúdios em estágio inicial, e na IGDA ajuda a ligar as iniciativas globais às locais.
Jennifer Estaris
Diretora de jogos com passagem por títulos como Monument Valley 3 e Subway Surfers, Estaris é conhecida pela defesa de um desenvolvimento de jogos consciente do clima. Ela é voluntária no grupo de interesse especial sobre clima da IGDA e no Playing for the Planet, onde integra o conselho consultivo e copreside o comitê de narrativa.
Quem sai
A IGDA agradeceu a Margaret Krohn, Natasha Skult, Rami Ismail e Guy Blomberg, que concluíram seus mandatos no conselho.
Por que importa
A missão declarada da IGDA é promover a carreira e melhorar a vida de quem faz jogos, conectando profissionais, apoiando o desenvolvimento profissional e defendendo pautas da categoria. Ter um brasileiro com esse histórico de políticas públicas no conselho é uma boa notícia para quem desenvolve jogos por aqui. Mais informações no site da IGDA.
Fonte: IGDA.






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