A Sony pode estar se despedindo da realidade virtual. Segundo reportagem do site sul-coreano ZDNet Korea, repercutida pelo Road to VR, a empresa transferiu para a Meta um pacote de patentes ligadas a headsets de realidade virtual, aumentada e mista (XR), o que indica um recuo forte nos planos da marca para o segmento.

Headset PlayStation VR2 e controles Sense da Sony
PS VR2 chegou em 2023, mas nunca recebeu o suporte de jogos que os fãs esperavam (Imagem: Sony)

O que se sabe sobre o acordo

  • Sony e Meta assinaram um acordo de cessão de patentes em dezembro de 2025, cobrindo 419 patentes no mundo todo.
  • Dessas, 180 são patentes dos Estados Unidos e 239 foram registradas no Japão, China, Coreia, Europa e outras regiões.
  • 43 patentes norte-americanas tiveram a transferência registrada entre junho e setembro de 2026.
  • Os registros tratam de processamento de informações para aplicações XR, displays montados na cabeça (HMDs) e diferentes tipos de óculos XR, com pedidos feitos entre 2010 e 2022.

Até o momento, nem a Sony nem a Meta comentaram o assunto.

Do sucesso do PS VR ao silêncio do PS VR2

O primeiro PlayStation VR teve uma trajetória respeitável, com experiências marcantes como Resident Evil 7 em VR. Com o tempo, porém, os lançamentos foram minguando, como aconteceu com o PS Vita, e muitos headsets acabaram pegando poeira na estante.

O PS VR2 chegou em fevereiro de 2023 por US$ 549,99, sem compatibilidade com os jogos do primeiro modelo e com poucos títulos de peso: Horizon Call of the Mountain, Firewall Ultra (que já foi desativado) e os modos VR de Resident Evil Village, Resident Evil 4 e Gran Turismo 7. Cerca de um ano depois, a Sony lançou um adaptador para usar o headset no PC com jogos do SteamVR, sinal de que o aparelho já não era prioridade no PS5.

Enquanto isso, a Meta segue investindo pesado no segmento e já anunciou os Meta VR Glasses para 2027, por US$ 1.300. As patentes da Sony não devem mudar os planos da Meta, mas tiram de cena um possível concorrente.

O VR ainda tem futuro?

Para Rino (@RinoTheBouncer), que repercutiu a notícia no X, o VR só vai decolar quando a tecnologia permitir imersão total, com movimentação natural, e quando qualquer jogo puder ser jogado na tela ou em VR já no lançamento, em vez de modos dedicados que chegam meses depois para jogos que todo mundo já zerou.

Ele também critica a experiência atual: ficar sentado de headset usando um controle comum, ou lidar com controles de movimento que nem sempre reconhecem o gesto, em jogos que não são realistas o bastante para imergir nem divertidos o bastante para prender.

E você, ainda usa seu PS VR2? Conte pra gente nos comentários.

Fontes: ZDNet Korea, via Road to VR; @RinoTheBouncer.

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