Plataforma da review: PC
Que surpresa agradável! Faz 10 anos que não sento à mesa com meus amigos rolando D20, e tudo isso volta a bater forte. Tales from Candlekeep não é apenas um jogo baseado nas mecânicas de D&D. É uma carta de amor ao jogo de mesa.
Em no máximo dois turnos, o jogo conquista qualquer fã. É como se XCOM e D&D tivessem tido um filho. Você tem um elenco de personagens jogáveis fora do comum. Dragonbait, o paladino lagarto, é de longe o meu favorito. Você desbloqueia mais vagas de heróis conforme o jogo avança e tenta ensinar aos iniciantes tudo o que acontece ao mesmo tempo nos vários turnos e subturnos que o jogo de D&D consolida (e que LEMBRA bastante Magic, como sempre).
O mapa dividido em seções é ainda melhor do que o sistema de “alcance” de XCOM: você realmente controla quanto problema quer enfrentar ao mesmo tempo. Ver o D20 rolar toda vez que tento fazer algo, de atacar um inimigo a coletar itens perigosos ou desarmar armadilhas, me arranca um sorrisão toda vez.
O mapa-múndi é dividido de forma bem direta: você vai de missão em missão, cada uma contando um pouco da história. Isso não me incomoda, para ser sincero, e entendo por que adotaram essa abordagem: seria ridiculamente chato entrar numa burocracia infinita de conversas a cada novo painel desbloqueado. Gosto do jeito que está. É old school com uma roupa nova.
Gráficos: não são maravilhosos, mas cumprem o papel. A música pode ser silenciada para você ouvir o que quiser, porque não incomoda, até é adequada, mas não é nada memorável.
Então, em geral:
Narrativa: 9
Gameplay: 10
Audiovisual: 8
Vale a compra?
Bem, sim! Se você já imaginou o que se passava na cabeça daqueles nerds reunidos em volta de cadernos, lápis e dados, este é o exemplo perfeito do que você encontraria! Se você era UM desses nerds, SIM DE NOVO.
Versão de PC





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