Plataforma da review: PS VR
Dark Legion foi lançado em março de 2017 inicialmente para HTC pela Gamepoch, e para PS VR em março de 2018. Neste shooter você controla um oficial que pousa acidentalmente em um planeta desconhecido e acaba encontrando uma conspiração da “Dark Legion”, sendo obrigado a destruí-la.
Ao ler esse tipo de sinopse, você pode até se empolgar e imaginar que o jogo tem uma história legal e envolvente, uma ótima jogabilidade, já que a empresa teve um ano para refinar o jogo etc., mas sinto informar que não é bem assim. Mesmo com a diferença de lançamento entre as duas plataformas, algumas falhas e bugs continuam. Não me entenda mal, o jogo não é todo ruim, mas há pontos que nos incomodaram e nos sentimos na obrigação de mostrá-los a vocês. Assim, vamos entender cada ponto levantado em nossa análise.
O início de Dark Legion
Assim que você inicia o jogo, já se encontra no convés da sua nave, sem “iniciar” ou “opções”, muito menos cutscenes. De início podemos imaginar que essa era a intenção, para ajudar na imersão, mas, se era, acaba não funcionando muito bem. Não há explicação de quem você é, o que está fazendo na nave, só uma NPC que te chama de Rookie a cada 5 segundos e te aponta algo que você deve fazer no tutorial.
O tutorial é parcialmente completo, mostrando as armas à sua disposição, e, por meio da NPC, o jogo pede que você use essas armas, mas não explica muito bem como. É possível jogar tanto com PS Move quanto com DualShock, e com o DS4 você pode perder um pouco nos comandos, que são menos intuitivos do que jogando com o Move. De qualquer forma, depois que você inicia o jogo com uma das opções, trocá-la exige reiniciar o jogo… literalmente fechar e abrir de novo com a outra opção de controle ativada, o que pode ser um pouco cansativo.
Continuando no tutorial, há uma lista de tarefas para concluí-lo, mas ela não impede que você inicie a história do jogo, serve apenas para te familiarizar com ele. Aqui vai mais um ponto para ponderar: o tutorial se passa em uma parte da nave ou de uma estação, que aparentemente já faz parte do jogo, com inúmeros kits médicos e munição infinita. Mas, quando você inicia a história, ela não leva NENHUM equipamento com você; aqui caberia de alguma forma colocar o tutorial em algum equipamento de simulação na nave ou uma cutscene mostrando que você está em uma estação, já que a qualquer momento você é chamado de Rookie.
A história continua
Como mencionado antes, a qualquer momento durante o tutorial você pode iniciar a história do jogo e, ao fazer isso, estará na cabine da sua nave, com a mesma NPC do tutorial e sem saber o que está fazendo ali, já que a única coisa que a NPC diz é que eles cumpram a missão; então a nave sofre um acidente e cai, e a NPC passa a te chamar de Comandante, pedindo que você a siga.
Quando você sai da nave com sua instrutora, está em um planeta escuro, e descobre que uma peça do motor da nave teve problemas e que você deve andar por esse planeta para encontrar a peça que falta (Sério? Peça da nave que sobrou… assim do nada). A história é toda contada por meio de tablets espalhados pelo mapa, mas nada que mostre muito bem o que aconteceu, apenas que uma tropa estava naquele planeta e foi atacada; aí você, como todo Rookie que se preze, do nada decide investigar, descobrir o que houve e acabar com a ameaça que tomou esse planeta – WTF.
Jogabilidade
Aqui notamos algumas coisas: a primeira, que o movimento da NPC é robótico e estranho também; a segunda, que você vai ter que se acostumar com um Robô chato, com seu som genérico, acompanhando você o tempo todo, incomodando muitos deles… e não, não há como destruí-lo ou silenciá-lo; a terceira, que, mesmo chegando agora ao planeta, você já tem um mapa mostrando onde estão 100% dos baús e caminhos… não sei como isso seria possível.
O movimento – ao usar o Move – ocorre de duas formas possíveis, teletransporte e movimento comum, e a transição entre elas acontece durante o jogo, o que é um ponto positivo, já que para cobrir grandes áreas é melhor usar o teletransporte e para o combate o movimento comum, ou o que o jogador preferir.
O jogo é dividido em 5 fases, cada uma com seus desafios e inimigos, mas todas com objetivos parecidos: chegar ao fim da fase, o que às vezes pode fazer você enfrentar um chefe para conseguir algum código ou item para abrir a porta para a fase seguinte. E, logo na primeira fase, notamos alguns bugs, como inimigos que surgem do nada e atravessam você (consegui até derrotar um chefe assim, entrando “dentro” dele e atirando). Durante as batalhas, se você andar de costas, pode acabar subindo em pedras ou caixas que não deveriam ser acessíveis. Na transição da fase 1 para a 2, tive um crash; o legal é que existe auto-save, então não perdi nada na progressão.
Outra coisa estranha é que não há escolha de dificuldade, e com isso a gente imagina que haja desafio… não, você não será desafiado. Há kits médicos em praticamente todo trecho, e também C4 – mesmo que não haja muito uso para eles.
Ao chegar ao fim da 5ª fase, você encontra o último chefe, que pode dar um pouco de trabalho, mas nada demais, e depois disso nada… nada mesmo… não há impacto no fim da história: você simplesmente derrotou o que parece ser um dos generais da Dark Legion, mas não sabe por quê. E ainda não há cutscenes explicando se você conseguiu ou não a tal peça para deixar o planeta.
O sistema de armas é parecido com o de Killing Floor e Arizona Sunshine. Conforme você pega suas armas, elas ficam no seu cinto; você pode usar um tipo em cada mão ou duas do mesmo tipo. O que chamou muita atenção é que, ao usar o Sniper ou o Lança-Foguetes, você precisa usar efetivamente a mira, aproximando a arma do olho… o que é muito legal!!!
Além das armas, você também tem uma habilidade mágica, que permite soltar bolas de fogo depois de encher o medidor na sua mão direita, mas é algo que dá para ignorar, porque o medidor demora muito para encher e só permite 3 disparos.
Considerações finais
Os troféus são muito simples de obter, mas exigem rejogar, o que não é uma boa coisa para um jogo desse tipo. E, ao contrário do que diz a sinopse do jogo, não… você não vai gastar 12 horas para terminar o jogo (a menos que queira a platina, e olhe lá), no máximo 5 horas para fazer 100% de todas as fases.
Dark Legion é um jogo que tem uma boa ideia, mas que poderia ter uma execução melhor… talvez se fosse mais polido ou tivesse uma direção melhor. Como shooter tem seus pontos bons, mas nada que o faça se destacar dos outros que existem no mercado, mesmo para RV. Por esses e outros motivos, melhor esperar uma promoção para adquiri-lo.
Versão usada na análise: PSVR, gentilmente cedida pela Gamepoch
Jogabilidade: 5,5
Imersão: 6,0
Enredo: 3,0
Fator de rejogabilidade: 3,0
Nota final: 4,7





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