Quem colecionava Digimon na época dos bichinhos virtuais de chaveiro vai lembrar dessa: em julho de 2018, a revista japonesa V Jump revelou Digimon Survive, um novo jogo da série para PlayStation 4 e Nintendo Switch, com lançamento previsto para 2019 e ainda sem data para o Ocidente. E não, não era um battle royale.
A proposta era focar em história e escolhas. O protagonista é Takuma Momozuka, um estudante do segundo ano do chūgakkō, o equivalente japonês aos anos finais do nosso ensino fundamental, que vai parar num mundo desconhecido cheio de monstros perigosos, tendo o Agumon como parceiro. As decisões do jogador teriam peso de verdade, a ponto de mudar até o rumo das digievoluções, e a narrativa misturava visual novel com exploração ao estilo point-and-click.
As batalhas também fugiam do padrão: em vez do RPG de turnos tradicional, o jogo usava combate tático em grade, o que os japoneses chamam de simulation. Para quem cresceu com o anime original, era quase uma volta ao clima de aventura e sobrevivência dos Digiescolhidos da primeira temporada.
O que veio depois
A espera foi longa, daquelas de fazer o cartucho criar poeira na prateleira. Digimon Survive foi adiado em julho de 2019 para 2020, depois em outubro de 2020 para 2021, quando trocou de motor, e em outubro de 2021 para 2022. No caminho, o desenvolvimento passou da Witchcraft para a Hyde, já que o produtor Kazumasa Habu concluiu que o orçamento e o estúdio originais não davam conta do projeto.
O jogo enfim saiu em 28 de julho de 2022 no Japão, para PS4 e Switch, e no dia seguinte no resto do mundo, também no Xbox One e no PC. As médias no Metacritic foram de 77 no Switch, 83 no PC e 70 no PS4 e Xbox One, e as vendas passaram de 500 mil unidades até dezembro de 2022. Para quem esperou quatro anos, valeu a conversa de balcão.
Fonte: Gematsu, V Jump.






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