Os números primeiro: um jogo de estratégia de 2002, um remaster com suporte a 4K e lançamento previsto para 2019. Foi assim que a Blizzard apresentou Warcraft III: Reforged na abertura da BlizzCon, em 2 de novembro de 2018.
A lista de promessas era longa. Personagens e animações refeitos do zero, mapas e campanhas remasterizados, interface e editor de mapas atualizados, suporte a 4K e a mods. Na parte de sistemas, a empresa também prometeu matchmaking melhorado e ajustes de equilíbrio em unidades, heróis e construções. O pacote incluiria o jogo original, Reign of Chaos, e a expansão The Frozen Throne. Uma edição especial, a Spoils of War, entrou em pré-venda no Battle.net com bônus para Diablo III, Hearthstone, Heroes of the Storm e World of Warcraft. Boa parte da nova arte 3D foi produzida em parceria com o estúdio Lemon Sky.
Traduzindo do jargão: não era só uma “nova camada de tinta”. Pete Stillwell, da equipe da Blizzard, disse que a ideia era “fazer mais” com o jogo. Confira os trailers mostrados no evento:
Introdução em CG remasterizada
Gameplay
O que veio depois
A janela de 2019 escorregou, e Reforged saiu em 28 de janeiro de 2020. Na prática, o lançamento virou estudo de caso. A crítica deu 59 no Metacritic e o público foi bem mais duro: o jogo chegou a ser o título da Blizzard com a pior nota de usuários no site, posto que só perdeu para Diablo Immortal em 2022. As queixas iam de recursos prometidos que não apareceram e funções do original removidas a uma interface pior e a nova regra que dava à Blizzard a propriedade de conteúdo criado pelos jogadores. Como todas as cópias do Warcraft III clássico foram forçadas a atualizar, nem quem não comprou o remaster escapou das mudanças. A Blizzard passou a dar reembolso total, independentemente do tempo jogado. Em novembro de 2024, a atualização 2.0 trouxe os gráficos “Classic HD” e melhorias para mods, numa tentativa tardia de reconciliação.








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