Quem viveu a época da locadora lembra das filas para jogar a novidade da semana no único console da loja. Em 2018, a fila era outra: milhões de pessoas ao mesmo tempo dentro de Fortnite. Em novembro daquele ano, a Epic Games anunciou que o modo Battle Royale tinha registrado um pico de 8,3 milhões de jogadores simultâneos, o novo recorde do jogo.
Para ter ideia do salto, o recorde anterior, de fevereiro de 2018, era de 3,4 milhões de pessoas conectadas ao mesmo tempo. O novo pico coincidiu com a chegada do jogo às PC bangs da Coreia do Sul, as famosas lan houses coreanas, primas das que encheram as esquinas do Brasil nos anos 2000. No mesmo mês, Fortnite passou de 200 milhões de contas registradas.
A trajetória foi rápida. O Battle Royale estreou em 26 de setembro de 2017 no PC, no PlayStation 4 e no Xbox One, gratuito, e teve mais de 10 milhões de jogadores nas duas primeiras semanas. Em 2018, ganhou o iOS em abril, o Nintendo Switch em junho e o Android em agosto, ficando disponível em praticamente todas as plataformas da geração, sempre de graça, com a receita vindo da loja de itens cosméticos e do passe de batalha. Em junho daquele ano, já eram 125 milhões de jogadores.
O que veio depois
A febre seguiu firme. Na Game Developers Conference de 2019, a Epic anunciou 250 milhões de jogadores, e em maio de 2020 eram mais de 350 milhões de contas registradas. Fortnite também virou palco: o show do DJ Marshmello dentro do jogo, em fevereiro de 2019, reuniu mais de 10 milhões de jogadores, e o de Travis Scott, em abril de 2020, teve milhões de espectadores ao vivo.
Nem tudo foi festa. Em agosto de 2020, o jogo foi retirado da App Store depois que a Epic entrou em disputa judicial com a Apple, e só voltou à loja americana do iPhone em maio de 2025. Ainda assim, o jogo faturou cerca de 9 bilhões de dólares brutos até dezembro de 2019, coisa que nem o mais otimista dos donos de locadora imaginaria.






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