Quem acompanha Halo desde o Combat Evolved, lá no primeiro Xbox, sabe que a série sempre foi de tiro puro: escudo, granada, coronhada e pouca firula. Por isso, uma vaga de emprego publicada em dezembro de 2018 fez a comunidade levantar a sobrancelha.
Halo Infinite tinha sido revelado na E3 de 2018 com um trailer bonito, rodando inteiramente no motor do jogo, o novo Slipspace Engine, criado sob medida para a série. Meses depois, a 343 Industries, estúdio responsável, abriu uma vaga de designer de sistemas com conhecimento de RPG. A descrição pedia mais de sete anos de experiência em jogos AAA e familiaridade com mecânicas de RPG e de jogos de tiro.
A conclusão parecia natural: a 343 queria colocar elementos de RPG em Halo. A pergunta que ficou no ar na época era como. Um sistema expandido de habilidades de armadura? Melhorias para a armadura Mjolnir do Master Chief? Confira o trailer da E3 2018:
O que veio depois
A estrada foi longa, como nos tempos em que a gente esperava a revista chegar à banca. A demonstração de gameplay de julho de 2020 foi mal recebida, e o jogo, que seria lançado junto com o Xbox Series X, foi adiado. Em outubro de 2020, o diretor Chris Lee deixou o projeto. O multiplayer chegou primeiro, gratuito, em beta aberto, em 15 de novembro de 2021, nos 20 anos da franquia, e a campanha saiu em 8 de dezembro de 2021.
E a vaga acertou em cheio. A campanha trouxe um mundo semiaberto em Zeta Halo e um sistema de progressão com cara de RPG: 45 Spartan Cores espalhados pelo mapa servem para melhorar os equipamentos da armadura Mjolnir, como o gancho Grappleshot, o escudo, o sensor de ameaças, a parede de proteção e o propulsor. A crítica gostou, com notas 87 no Xbox Series X|S e 80 no PC no Metacritic. Em outubro de 2024, a 343 Industries passou a se chamar Halo Studios, trocando o Slipspace pela Unreal Engine 5 nos projetos futuros.
Fonte: Eurogamer.







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