Os fatos: em entrevista ao site japonês Game Watch, publicada no fim de janeiro de 2019, Hidetaka Miyazaki, presidente da FromSoftware e diretor de Sekiro: Shadows Die Twice, confirmou que o jogo teria finais diferentes e que eles estariam mais enraizados na história do que nunca. Ele não explicou o que isso significava na prática, mas a leitura natural era que decisões tomadas ao longo da campanha definiriam o desfecho.
Na mesma conversa, Miyazaki disse que Sekiro teria elementos para incentivar novas jogadas e desafios que deixariam cada repetição mais difícil, uma tradição dos jogos do estúdio desde Demon’s Souls e Dark Souls.
Traduzindo do jargão: diferente de Dark Souls, Sekiro tinha um protagonista fixo, o shinobi conhecido como Lobo, e uma história mais direta, ambientada num Japão do período Sengoku reimaginado. Isso abria espaço para escolhas narrativas mais claras do que nas histórias fragmentadas dos Souls. O jogo também trocava a construção de personagem por um sistema de combate baseado em postura e defesa no tempo certo, com uma prótese no braço que funcionava como ferramenta e arma.
O que veio depois
Sekiro saiu em 22 de março de 2019 no PS4, Xbox One e PC, publicado pela Activision fora do Japão. A promessa se confirmou com quatro finais: Shura, Separação Imortal (Immortal Severance), Purificação (Purification) e Retorno (Return), cada um ligado a escolhas e caminhos específicos. As notas ficaram entre 88 e 91 no Metacritic, e o jogo venceu o prêmio de Jogo do Ano no The Game Awards 2019. Os números: mais de 2 milhões de cópias em dez dias, 5 milhões em julho de 2020 e mais de 10 milhões em setembro de 2023. Em 31 de outubro de 2020, uma atualização gratuita trouxe novas opções visuais e um modo de enfrentar os chefes em sequência.
Onde comprar
Fonte: Game Watch, via Eurogamer.







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