Se liga: Anthem tinha saído havia menos de uma semana e a BioWare já estava mexendo no coração do jogo, o loot. No fim de fevereiro de 2019, depois de uma falha que fazia inimigos soltarem itens bons com facilidade demais (e que já tinha sido corrigida), o estúdio prometeu mudanças no sistema. Pouco depois, o produtor Ben Irving explicou no Reddit como seriam os ajustes, previstos para chegar no dia seguinte.
A treta era com quem já tinha zerado a história e estava no fim de jogo, tentando deixar a Javelin no talo com as masterworks, as peças de nível mais alto. O problema: essas peças podiam vir com inscrições (os bônus aleatórios) inúteis para a build, e o jogador continuava recebendo itens comuns e incomuns, que já não serviam pra nada naquele ponto. As principais mudanças anunciadas:
- itens verdes e brancos saem das tabelas de loot para quem está no nível 30, diminuindo a chance de pegar equipamento repetido;
- o material para fabricar masterworks cai de 25 para 15 masterwork embers;
- as inscrições passam a combinar com o item: em vez de uma tabela única para armas, cada tipo de arma, como os fuzis de assalto, ganha a sua.
O exemplo dado pela BioWare ajuda a entender: um fuzil de assalto não viria mais com bônus de dano de pistola. No máximo, poderia trazer um aumento de dano elétrico para a Javelin, útil para quem monta uma build baseada em eletricidade. Pra quem curte farmar, era o tipo de ajuste que faz diferença na rotina.
O que veio depois
Os ajustes não bastaram para segurar a galera. Anthem fechou com médias entre 54 e 65 no Metacritic, com críticas justamente ao fim de jogo raso e ao grind. Em fevereiro de 2020, a BioWare anunciou que reformularia o jogo, mas encerrou o desenvolvimento em 24 de fevereiro de 2021. Os servidores foram desligados em 12 de janeiro de 2026, e o jogo ficou injogável. Chegou chegando no visual, mas saiu pela porta dos fundos.
Fonte: BioWare, via Eurogamer.






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