Os números primeiro: oito semanas de evento, duas delas como prelúdio, com três missões novas e cenas cinematográficas próprias. Foi esse o pacote que a BioWare apresentou no fim de maio de 2019, numa transmissão ao vivo na Twitch, para o Cataclysm de Anthem, o maior conteúdo pós-lançamento prometido para o jogo até então.
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O contexto ajuda a entender a expectativa. Anthem, o jogo de tiro e ação com trajes voadores (os Javelins) da BioWare, tinha saído em 22 de fevereiro de 2019 para PlayStation 4, Xbox One e PC e recebido críticas mistas no Metacritic. A crítica elogiou o combate, o voo e o visual, mas apontou repetição excessiva, jogabilidade rasa, problemas técnicos e uma história fraca. A EA tinha como meta vender 6 milhões de cópias até o fim de março de 2019 e admitiu que não chegou lá. Na prática, isso significava que o conteúdo pós-lançamento precisava convencer quem já tinha abandonado o jogo.
Por semanas, a comunicação da BioWare sobre Anthem ficou escassa, e parte da comunidade passou a especular que o estúdio estava deixando o jogo de lado em favor do próximo Dragon Age. A apresentação do Cataclysm foi a resposta: o evento entraria primeiro num servidor de testes públicos e, depois, seria liberado para todos, em atos sequenciais.
O que veio depois
O Cataclysm atrasou mais alguns meses e só chegou em agosto de 2019, dividido em atos. Em outubro veio a primeira temporada de conteúdo, muito comparada ao evento anterior. Em fevereiro de 2020, a BioWare anunciou que reinventaria a base do jogo num plano de longo prazo, mas em 24 de fevereiro de 2021 encerrou qualquer desenvolvimento futuro e transferiu a equipe para Mass Effect e Dragon Age. A venda de moeda premium terminou em julho de 2025, e os servidores de Anthem foram desligados em 12 de janeiro de 2026, deixando o jogo, que dependia deles para funcionar, impossível de jogar oficialmente.
Fonte: BioWare.






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