Quem acompanhava a novela de Cyberpunk 2077 já sabia que a paciência era parte do pacote, e em 27 de outubro de 2020 veio mais um capítulo. A CD Projekt Red anunciou que o jogo, previsto para 19 de novembro, ficaria para 10 de dezembro de 2020. Eram 21 dias a mais, que o estúdio disse precisar para polir e testar o jogo em todas as suas versões, do PC aos consoles de duas gerações.
Era o terceiro adiamento. Na E3 2019, a data anunciada tinha sido 16 de abril de 2020. Depois o lançamento passou para 17 de setembro, em seguida para 19 de novembro e, por fim, para 10 de dezembro. A decisão final foi tomada às pressas, com as conversas começando um dia antes do anúncio, e a maior parte da equipe só ficou sabendo em cima da hora. Os desenvolvedores ainda chegaram a receber ameaças de morte por causa do novo atraso, o que mostra o tamanho da expectativa e, infelizmente, o pior lado dela.
Nos tempos da locadora, um jogo atrasado era só uma caixa que demorava mais a chegar à prateleira. Em 2020, com a pandemia e a troca de geração dos consoles no meio do caminho, o cenário era bem mais complicado. A expectativa também era enorme: o jogo somava 8 milhões de pré-vendas em todas as plataformas, 74% delas digitais, mais do que The Witcher 3 tinha recebido.
O que veio depois
Cyberpunk 2077 saiu em 10 de dezembro de 2020 e bateu recorde na Steam, com mais de 1 milhão de jogadores simultâneos. A história, o cenário e os gráficos foram elogiados, mas as versões de PS4 e Xbox One chegaram cheias de problemas. A Sony tirou o jogo da PlayStation Store de dezembro de 2020 a junho de 2021, e a CD Projekt pediu desculpas e ofereceu reembolso. As versões de PS5 e Xbox Series X|S só chegaram em 15 de fevereiro de 2022. Com a atualização 2.0 e a expansão Phantom Liberty, em setembro de 2023, o jogo se recuperou e passou de 40 milhões de cópias vendidas.
Onde comprar
Fonte: CD Projekt Red.






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