Os números primeiro: o Xbox Series X e o Xbox Series S chegariam às lojas em 10 de novembro de 2020, e no começo daquele mês só um grupo pequeno de veículos e criadores tinha os consoles em mãos para testes. Como de costume, os primeiros vídeos vieram de fora, mas o Brasil também recebeu unidades, e no início de novembro de 2020 o canal Adrenaline publicou um vídeo em que Diego Kerber desmonta os dois aparelhos peça por peça.
Traduzindo do jargão, o que o vídeo mostra é por que o Series X tem esse formato de torre. Para dobrar o desempenho gráfico do Xbox One X e quadruplicar o do processador sem fazer mais barulho, a Microsoft calculou um consumo interno de cerca de 315 W, o que gera muito calor. A solução foi dividir os componentes em duas placas: uma com o chip principal, a memória e a regulagem de energia, e outra que cuida das funções mais lentas de entrada e saída. As placas ficam em lados opostos de um chassi de alumínio, formando canais de ar. Dissipador, blindagem, fonte, leitor de disco e ventilador foram encaixados como peças de Tetris, nas palavras do designer Chris Kujawski, e um único ventilador no topo puxa o ar por todo o conjunto.
Na prática, isso significa um console de 30,1 cm de altura com fonte interna, sensores que ajustam a rotação do ventilador e a promessa de ser tão silencioso quanto o Xbox One X. O Series S segue a mesma lógica num corpo cerca de 60% menor: a saída de ar principal fica na lateral grande, e não há leitor de disco. Os dois usam um chip AMD de 7 nm com CPU Zen 2 de oito núcleos e GPU RDNA 2, com 12,155 teraflops no Series X e 4 teraflops no Series S.
O que veio depois
Os consoles foram lançados em 10 de novembro de 2020 e, em outubro de 2024, a Microsoft lançou novos modelos, incluindo um Series X branco sem leitor de disco e um Series S branco de 1 TB. Uma coisa não mudou: o Series X continua sendo, essencialmente, um grande ventilador com um videogame embaixo.
Fonte: Adrenaline.







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