Tem lançamento que a gente mede em filas e prateleiras vazias, e foi exatamente isso que o Xbox Series X e o Xbox Series S provocaram. Em 12 de novembro de 2020, dois dias depois da chegada dos consoles às lojas, Phil Spencer, chefe da divisão Xbox na Microsoft, confirmou no Twitter que aquele tinha sido o maior lançamento da história da marca.
Segundo Spencer, em 24 horas foram vendidos mais consoles novos, em mais países, do que em qualquer estreia anterior do Xbox. Na mesma mensagem, ele agradeceu aos jogadores e avisou que a Microsoft estava trabalhando com o varejo para repor os estoques o mais rápido possível, já que os aparelhos tinham esgotado. Ele também escreveu que os jogadores continuavam mostrando que “o poder de conexão dos jogos é mais importante do que nunca”.
O que chama atenção é que a Microsoft não divulgou um número exato de unidades vendidas naquele primeiro dia. A comparação era com a própria história da marca: o recorde anterior pertencia ao Xbox One, que tinha passado de 1 milhão de unidades no lançamento, em 2013.
Um detalhe que ajuda a entender a corrida: a estreia aconteceu em plena pandemia de covid-19, com muita gente em casa, e a Microsoft lançou dois modelos de uma vez. O Series X, mais potente e com leitor de discos, mirava jogos em 4K a 60 quadros por segundo. O Series S, só digital e bem menor, era a porta de entrada mais barata para a nova geração.
O que veio depois
Os dois consoles esgotaram em praticamente todos os mercados logo no lançamento, e a dificuldade de encontrar o aparelho nas lojas durou meses, num cenário de falta global de chips que também deixou o PlayStation 5 escasso. Estimativas de mercado apontaram cerca de 3,5 milhões de Xbox Series vendidos até o fim de 2020 e 6,5 milhões até junho de 2021, à frente do ritmo do Xbox One e do Xbox 360 no mesmo período. Em junho de 2023, durante um evento ID@Xbox no Brasil, a Microsoft informou ter passado de 21 milhões de unidades.
Onde comprar
Fonte: Phil Spencer / Microsoft.





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