Quem viveu a época do PlayStation original lembra do susto que foi a névoa de Silent Hill. O homem por trás daquele pesadelo, Keiichiro Toyama, anunciou no começo de dezembro de 2020 que tinha deixado a Sony para abrir o próprio estúdio: a Bokeh Game Studio, fundada ao lado de Junya Okura e Kazunobu Sato, colegas de longa data na Japan Studio.
A trajetória de Toyama é daquelas de balcão de locadora. Formado em artes na Tokyo Zokei University, ele entrou na Konami em 1994 como artista gráfico, trabalhou no Snatcher de Sega CD e depois criou Silent Hill, lançado em 1999. Saiu da Konami logo depois do primeiro jogo e foi para a Japan Studio, da Sony, onde dirigiu Siren (2003), Forbidden Siren 2 (2006) e Siren: Blood Curse (2008). Em 2012, lançou Gravity Rush, no PS Vita, que ganhou continuação em 2017 no PS4. Okura e Sato também tinham passado pela série Siren.
Segundo a ficha de Toyama, a Bokeh foi criada oficialmente em 13 de agosto de 2020, e ele deixou a Japan Studio em setembro. Ao explicar a decisão, ele contou que se inspirou no designer Fumito Ueda, que tinha relatado a experiência de fundar o próprio estúdio, o genDESIGN. A notícia saiu em um momento em que se falava muito sobre a Sony priorizar o mercado ocidental e se afastar aos poucos dos estúdios japoneses. O primeiro projeto da Bokeh foi anunciado como um jogo de ação e aventura, ainda sem data.
O que veio depois
Toyama avisou que voltaria ao terror, com inspiração nos cineastas Wong Kar-wai e Fruit Chan. O jogo, Slitterhead, foi revelado no The Game Awards 2021 e saiu em 8 de novembro de 2024 para PlayStation 4, PlayStation 5, PC e Xbox Series X|S. Ambientado em uma cidade inspirada na antiga Cidade Murada de Kowloon, nos anos 1990, ele mistura ideias de Gravity Rush e Siren e recebeu críticas mistas.
Onde comprar
Fonte: Bokeh Game Studio.






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