Foram oito anos de espera desde o anúncio, em maio de 2012. Em dezembro de 2020, às vésperas da estreia marcada para o dia 10, a CD Projekt RED publicou o trailer de lançamento de Cyberpunk 2077, um vídeo centrado em V, o protagonista do RPG.
O que chama atenção no trailer é o foco no personagem do jogador, e não na cidade. V é um mercenário de Night City, metrópole fictícia da Califórnia dominada por megacorporações, e quase tudo nele é personalizável: rosto, voz, corpo, implantes, roupas e passado. O jogo começa com uma de três origens, Nomad, Streetkid ou Corpo, e todas levam V a uma parceria com o mercenário Jackie Welles. A partir daí entra em cena o chip que carrega a consciência de Johnny Silverhand, roqueiro e terrorista vivido por Keanu Reeves.
Um detalhe bonito do projeto: a equipe de arte buscou inspiração no designer alemão Dieter Rams e no artista Syd Mead, misturando elementos retrô e futuristas. Na trilha, as rádios do jogo reuniam artistas como Run the Jewels, Grimes, Refused e ASAP Rocky.
Cyberpunk 2077 foi marcado para PC, PlayStation 4, Xbox One e Stadia, rodando também no PS5 e no Xbox Series X|S por retrocompatibilidade. Era o primeiro grande jogo do estúdio polonês desde The Witcher 3: Wild Hunt, de 2015, e trocava a terceira pessoa de Geralt por uma visão em primeira pessoa. A estreia já tinha sido adiada três vezes ao longo de 2020.
O que veio depois
O lançamento de 10 de dezembro virou um dos mais problemáticos da década. As análises publicadas antes da estreia usaram apenas cópias de PC, e as versões de PS4 e Xbox One chegaram com bugs e desempenho ruim. A CD Projekt pediu desculpas e ofereceu reembolso, e a Sony tirou o jogo da PlayStation Store até junho de 2021.
Com o tempo, as atualizações, a série animada Cyberpunk: Edgerunners, de 2022, e a expansão Phantom Liberty, de 2023, mudaram a imagem do jogo. Cyberpunk 2077 passou de 40 milhões de cópias vendidas.
Onde comprar
Fonte: CD Projekt RED.






Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.