Janeiro de 2021 foi um mês difícil para a CD Projekt RED. Cyberpunk 2077 tinha saído em 10 de dezembro de 2020 com muitos bugs e desempenho ruim, principalmente no PlayStation 4 e no Xbox One de base. O estúdio já enfrentava pedidos de reembolso, a retirada do jogo da PlayStation Store e ações de investidores.
Em 13 de janeiro, o co-CEO Marcin Iwiński publicou uma mensagem em vídeo pedindo desculpas e explicando o plano de correções. Um dia depois, a imprensa notou um detalhe no novo roadmap: os DLCs gratuitos, que tinham sido prometidos para o começo de 2021, foram empurrados para o segundo trimestre do ano. A prioridade passou a ser corrigir o jogo em todas as plataformas, com dois patches grandes previstos, o primeiro em janeiro e o segundo em fevereiro, como o estúdio já tinha anunciado em dezembro.
Iwiński admitiu que a empresa “subestimou o risco” de levar para os consoles antigos um jogo otimizado para PC, e citou o sistema de streaming de recursos, que carrega o cenário enquanto o jogador anda pela cidade, como um dos culpados. Ele também disse que a decisão de lançar foi da diretoria, não dos desenvolvedores.
Dá para ver o cuidado que faltou no lançamento, e também o tamanho do estrago na confiança: até poucos meses antes, a CD Projekt era um dos estúdios mais queridos pelos jogadores, graças a The Witcher 3.
O que veio depois
As correções vieram aos poucos. O jogo voltou à PlayStation Store em junho de 2021, e as versões nativas de PS5 e Xbox Series X|S saíram em 15 de fevereiro de 2022. Em setembro de 2022, a atualização 1.6, ligada ao anime Cyberpunk: Edgerunners, trouxe DLC gratuito e ajudou a reaquecer as vendas. A expansão paga Phantom Liberty, com Idris Elba, saiu em setembro de 2023 junto com a atualização 2.0, e vendeu mais de 10 milhões de cópias. O jogo ganhou depois o prêmio de Melhor Jogo Contínuo no The Game Awards 2023.
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Fonte: CD Projekt RED, via Eurogamer.





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