Se liga no contexto: Cyberpunk 2077 tinha saído em dezembro de 2020 cheio de bugs, principalmente no PlayStation 4 e no Xbox One. A treta foi tão grande que a Sony ofereceu reembolso e tirou o jogo da PlayStation Store por tempo indeterminado. Ele só voltou à loja em junho de 2021, e ainda com aviso de que os jogadores continuavam enfrentando problemas de desempenho no PS4 original.
Foi nesse clima que Adam Kiciński, CEO da CD Projekt, falou sobre o jogo na conferência WSE Innovation Day, em 28 de junho de 2021. Segundo ele, o desempenho tinha chegado a um nível “satisfatório”, e a equipe podia olhar para outras frentes. Nas palavras dele:
“Também temos trabalhado para melhorar a qualidade geral, o que também nos deixa muito satisfeitos. Claro, também removemos bugs e falhas visuais e continuaremos a fazer isso. Com o tempo, também introduziremos melhorias nos sistemas gerais de jogo que os jogadores destacaram.”
Na época, cerca de 600 pessoas ainda trabalhavam no jogo. As versões nativas para PlayStation 5 e Xbox Series X|S estavam previstas para o segundo semestre de 2021, e DLCs gratuitas estavam planejadas, mas sem cronograma atualizado.
O que veio depois
A virada demorou, mas veio. As versões de nova geração foram adiadas em outubro de 2021 e chegaram em 15 de fevereiro de 2022, gratuitas para quem tinha o jogo no PS4 ou no Xbox One. Em setembro de 2022, o anime Cyberpunk: Edgerunners, da Netflix, junto com novas atualizações, fez o número de jogadores no PC voltar a níveis de lançamento. Em setembro de 2023 saiu a expansão Phantom Liberty, com Idris Elba, acompanhada da atualização 2.0, que reformulou sistemas centrais do RPG e foi bem recebida. O jogo, que tinha passado de 13 milhões de unidades em dezembro de 2020, chegou a 30 milhões em novembro de 2024. Pra quem largou o jogo no lançamento, a reavaliação foi real: a CD Projekt Red cumpriu o que o CEO prometeu naquele junho, ainda que levando mais tempo do que muita gente esperava.
Fonte: GamingBolt.






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