Um produto digital esgotado parece contradição, mas foi o que aconteceu com Final Fantasy XIV em julho de 2021. Na loja oficial norte-americana da Square Enix, a Complete Edition do MMO para PC, em versão para download, apareceu como esgotada, e quem queria comprar precisou entrar em uma lista de espera.
A explicação mais provável, segundo o GamingBolt, era técnica: ou a Square Enix tinha esgotado o estoque de códigos gerados com antecedência, ou os servidores estavam no limite. Em qualquer dos casos, o motivo de fundo era o mesmo: o jogo vivia uma fase excelente. Poucos meses antes, Final Fantasy XIV tinha passado de 22 milhões de usuários registrados, e a própria Square Enix dizia que Endwalker, a expansão seguinte, estava recebendo muito mais pré-vendas do que a anterior, Shadowbringers. A empresa chegou a anunciar um investimento milionário para ampliar os servidores.
O que chama atenção nessa história é como Final Fantasy XIV virou o jogo. O lançamento original, em 2010, foi um fracasso, e a Square Enix refez o MMO do zero até relançá-lo como A Realm Reborn. Endwalker seria o fim do arco de Hydaelyn e Zodiark, iniciado justamente ali. Para quem chegava naquele momento, a Complete Edition era a porta de entrada, reunindo o jogo base e as expansões.
Na época, Endwalker estava marcado para 23 de novembro de 2021, para PC, PlayStation 4 e PlayStation 5.
O que veio depois
Endwalker foi adiado e saiu em 7 de dezembro de 2021, com Naoki Yoshida mais uma vez como diretor e produtor e trilha de Masayoshi Soken. A expansão elevou o nível máximo para 90, estreou as classes Sage e Reaper e recebeu aclamação universal no Metacritic nas versões de PC e PS5, com elogios ao encerramento da história. Também recebeu um prêmio de excelência no Japan Game Awards de 2022. Um detalhe bonito da divulgação: a cantora Sia gravou uma versão de “Fly Me to the Moon” para a expansão.
Fonte: GamingBolt.





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