Quem acompanha a imprensa de games há anos sabe que análise com nota 10 já chama atenção sozinha. A da IGN China para Phantom Blade Zero, porém, ganhou o mundo por causa do primeiro parágrafo. Publicado em 26 de outubro e assinado por Charles Young, o texto abre comparando o jogo da S-GAME com Black Myth: Wukong, cujo sucesso, há dois anos, teria tido “algum fator de sorte”, e diz que, depois de terminar Phantom Blade Zero, o autor tem certeza de uma coisa.
Na tradução do SavePoint, direto do chinês: “No futuro previsível, quando os criadores de jogos ocidentais estiverem presos num bloqueio criativo, sequestrados por elementos do politicamente correto e amarrados por uma lógica comercial altamente industrializada, produzindo um jogo enlatado de linha de montagem atrás do outro, que mais parece lixo industrial, que os criadores de jogos chineses lhes deem uma boa lição e os façam reaprender como deve ser um jogo AAA de alta qualidade e cheio de conteúdo.”
O trecho circulou nas redes nesta semana, principalmente no X, onde foi compartilhado em inglês e recebeu muitas respostas, a maioria de jogadores concordando com a crítica a jogos que colocam mensagens à frente da jogabilidade. Até a publicação desta matéria, nenhum grande estúdio ou publisher ocidental havia respondido.
A análise em si elogia o design “desafiador, mas que não tortura”, o combate com ritmo de filme de artes marciais, as histórias principal e paralelas e a quantidade de conteúdo, com vários finais. Como pontos fracos, cita expressões faciais um pouco rígidas nas cenas, alguma desconexão entre sistemas e personagens e bugs na versão de imprensa, que a S-GAME disse ter corrigido no lançamento. O texto também destaca a participação de Donnie Yen e uma apresentação de arte tradicional chinesa de mais de 20 minutos.
Phantom Blade Zero saiu em 28 de outubro e passou de 720 mil jogadores simultâneos na Steam. Tudo sobre o jogo está no nosso guia de Phantom Blade Zero.
Fonte: IGN China.





