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NOTA6,3

Rain World

Worms sidescroller. E isso é ruim

Rain World – imagem oficial
Imagem: Steam / divulgação

Plataforma da review: PS4

[dropcap1]C[/dropcap1]omo eu cheguei a dizer no último review, é necessária audácia pra se inventar um gênero novo. Nessa tentativa, nem todos obtêm sucesso. Infelizmente, é o caso de Rain World.

O jogo se ambienta num mundo aparentemente dominado pela poluição. O protagonista é uma criatura conhecida como Slugcat. Separado dos seus pais, é sua missão correr de volta para o seio da família.

E isso é relativamente difícil. Não que seja impossível, mas um platformer – que é o que seria este jogo – geralmente se embasa numa jogabilidade enxugada e precisa; Um platformer sem armas “fixas”, precisa disso ainda mais; o que não acontece em Rain World. Foi conversando com um amigo que me lembrei do que essa lesma-gato tanto me lembra: Worms. Sem brincadeira, a movimentação parece a mesma das famosas minhocas.

O problema da jogabilidade vai se estendendo a outras mecânicas, assim como o tempo de descanso e fome. Você é “guiado” por uma criatura de luz amarela com traços aparentemente esquizofrênicos, porque frequentemente ela te empurra pra pontos que não dá pra você alcançar.

Morrer pela chuva é cruel. Mas não é esse o problema

O mapa é bem intrincado, você de fato se sente num labirinto criado pelo homem. Mas sem um destino específico, você passa bastante tempo vagando. O contador (regressivo) de chuva te empata de explorar os pontos, e você come algumas coisas que não entende bem o que é. Lendo a lista de troféus, aparentemente existe um sistema de “iluminação”, onde o Slugcat vai se tornando mais iluminado, conforme come determinada planta.

Aí entra na conta a existência, claro, de inimigos. Estes, que estão famintos pela tenra carne do Slugcat. Dos que vi até o momento deste review, tem o lagarto verde e o lagarto roxo – esse último com a habilidade de escalar em qualquer ponto que você estiver. O que poderia ser um jogo divertido, se tivesse uma mecânica mais afiada, acaba por se tornar um festival de mortes inúteis. É morte porque você não tem pra onde fugir quando o lagarto roxo aparece, é morte pela chuva porque você não achou o próximo ponto de descanso no mapa, é morte porque os pontos de descanso não ficam marcados no mapa. Dificuldade com mecânica precisa é uma coisa, um legado de séries como Dark Souls. Agora, uma mecânica que claramente precisa de polimento, sendo o controle mais um inimigo no meio do gameplay, fica difícil de assimilar.

Veredito:

Narrativa: 7
Gameplay: 4
Audiovisual:8

Versão de Playstation 4

Mais sobre Rain World

Trailer oficial
Classificação indicativa
ClassInd L · ESRB E10+ · PEGI 7
Tempo para zerar (média dos jogadores no IGDB)
só a história ~15 h · com extras ~23 h · 100% ~79 h

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Dados: IGDB

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Fundador e editor-chefe

Xavier joga desde 1992 e nunca mais parou. Nascido em 1988, cresceu com um controle na mão: viu gigantes da indústria surgirem e caírem e atravessou mundos infinitos em mais de três décadas de jogatina. Fundador do SavePoint, escreve sobre lançamentos, reviews e tudo o que move a indústria dos games.

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