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Análise de Romancing SaGa 2

Análise de Romancing SaGa 2 no PlayStation 4: morte permanente, gerações de heróis, salvamento livre, inimigos visíveis e formações no remaster.

Romancing SaGa 2 – imagem oficial
Imagem: Steam / divulgação

Plataforma da review: PS4

Romancing SaGa 2 é o quinto título da série.

É bem difícil analisar um remaster quando não joguei o original. Um ponto positivo é que não tenho nenhuma ligação nostálgica com este jogo. Nenhuma mesmo.
Apesar disso, vou fazer o possível para avaliá-lo pelos padrões modernos e pelos do passado. Dito isso, vamos começar.

Mesmo não sendo fã da série, há algumas coisas que podem surpreender quem, como eu, entrou no jogo sem aviso.

 

Primeiro – Morte permanente – Em um mundo colorido, bem parecido com o da série bastião Final Fantasy, há uma pequena mudança na narrativa: pessoas morrem. O tempo todo. O seu grupo morre.

O jogo é ousado a ponto de ter morte permanente – toda vez que o seu personagem “morre” em batalha, ele perde 1 LP (acho que significa Life Points, pontos de vida, mas o jogo não diz nada). Se chegar a zero, o personagem morre de vez. Até o protagonista tem essa contagem. AH, E ELA NÃO SE RECARREGA. Sem estalagem, sem itens, nada. Existe uma saída, porém: uma bruxa a quem você pode pagar todo o seu dinheiro para comprar UMA poção de LP. E ela está cercada de monstros.

 

Isso leva ao segundo ponto – Gerações – O seu personagem principal pode escolher um dos seus quatro herdeiros (ou herdeiras) para passar suas habilidades e magias. O equivalente moderno dessa mecânica em que consigo pensar é a série Agarest War.

 

Terceiro ponto – Salvamento – O jogo permite salvar em qualquer lugar, a qualquer momento. Duvido muito que o original tivesse isso, mas no estado atual ele meio que mata o desafio. O primeiro grande desafio são os Doppelgangers, hoje mais conhecidos como Mimics. Eles te espancam até o último fio e não largam nada. Com salvamentos constantes, você pode escolher se vai enfrentá-los ou não.

 

Se você me acompanhou até aqui, provavelmente notou que estou julgando o jogo pelas diferenças em relação ao cão alfa da época (Final Fantasy V)

 

Quarto ponto – Inimigos visíveis – Diferente do primo mais famoso, Romancing SaGa 2 abre mão dos encontros aleatórios para usar inimigos físicos, visíveis. O “conteúdo” dos inimigos em si é meio aleatório, mas é bom saber quando um encontro vai acontecer. Além disso, se você estiver correndo no momento em que toca nos inimigos, a sua formação se desfaz. Isso é bem legal para um jogo antigo.

 

Quin… você entendeu – Formações – Elas aparecem em muitos JRPGs ao longo do tempo, e a mecânica é basicamente a mesma: você coloca o seu pessoal em uma formação, alguns ganham bônus, outros não. Você adquire mais formações além das duas originais do início do jogo.

 

Quanto à história, o jogo conta a história dos Sete Heróis que salvaram o mundo, mas algo estranho aconteceu com eles, e cabe a você descobrir. Embora a história se desenvolva rapidamente desde o início, contar qualquer outra coisa seria spoiler.

 

Narrativa – 9

Mecânica – 7

Audiovisual – 6

 

Versão de Playstation 4

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Fundador e editor-chefe

Xavier joga desde 1992 e nunca mais parou. Nascido em 1988, cresceu com um controle na mão: viu gigantes da indústria surgirem e caírem e atravessou mundos infinitos em mais de três décadas de jogatina. Fundador do SavePoint, escreve sobre lançamentos, reviews e tudo o que move a indústria dos games.

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