Em 21 de maio de 2018, a Epic Games anunciou no site oficial de Fortnite que destinaria US$ 100 milhões para os prêmios de campeonatos do jogo na primeira temporada competitiva, a de 2018-2019.
Para dar a dimensão: até então, o maior prêmio de um torneio de esports era o do The International, o mundial de Dota 2 da Valve, com cerca de US$ 25 milhões. Sozinho, o investimento da Epic superava a soma dos dez maiores torneios de esports da época.
A empresa também deixou claro que queria fazer diferente. Na nota oficial, escreveu: “Vamos apoiar fortemente o jogo competitivo, mas a nossa abordagem será diferente: planejamos ser mais inclusivos e focados na alegria de jogar e de assistir ao jogo”. Ou seja, a ideia não era só criar uma elite de profissionais, mas abrir espaço para qualquer jogador tentar a sorte.
No anúncio, ainda não havia detalhes sobre formato, plataformas ou a possibilidade de disputas entre jogadores de plataformas diferentes. Fazia sentido: Fortnite Battle Royale tinha saído em setembro de 2017 e, em poucos meses, virou um dos maiores fenômenos dos games, no PC, nos consoles e no celular. Poucos jogos cresceram tão rápido a ponto de bancar, de uma vez, o maior prêmio da história dos esports.
O que veio depois
O primeiro teste veio menos de um mês depois. Em 12 de junho de 2018, durante a E3, a Epic fez o Fortnite Celebrity Pro-Am, com 50 duplas de jogadores e celebridades, valendo US$ 3 milhões para instituições de caridade. Ganharam o streamer Ninja e o DJ Marshmello, que levaram US$ 1 milhão para a caridade.
O ponto alto foi a Fortnite World Cup, em julho de 2019, em Nova York, com US$ 30 milhões em prêmios. Cerca de 40 milhões de jogadores, segundo estimativas, disputaram vagas nas classificatórias online abertas. O campeão da final individual foi o americano Kyle “Bugha” Giersdorf, de 16 anos, que levou US$ 3 milhões. A promessa de inclusão, ao menos na porta de entrada, foi cumprida.
Fonte: Epic Games.






Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.