Quem viveu a época lembra do disquete de shareware, do PC 486 da casa de um amigo e do susto do primeiro Imp no escuro. Em 10 de dezembro de 2018, Doom completou 25 anos, e um dos pais do jogo resolveu comemorar do jeito mais old-school possível: com fases novas.
John Romero, um dos criadores do Doom original, anunciou Sigil, um quinto episódio não oficial para The Ultimate Doom, a versão de 1995 que juntou os três episódios originais a um quarto. Não oficial porque a franquia pertence hoje à Bethesda: Sigil é um projeto do próprio Romero, pela Romero Games. O pacote traria nove fases para um jogador e outras nove versões para deathmatch, e a previsão inicial era fevereiro de 2019, de graça. Como é um complemento, era preciso ter o Doom original, e não o Doom de 2016, para jogar. Confira o trailer:
No mesmo dia, a Bethesda, dona dos direitos da série, também fez a sua homenagem, com um vídeo que reúne momentos marcantes dos jogos ao longo dessas décadas:
O que veio depois
Sigil atrasou um pouco, como bom cartucho esperado. Primeiro saiu uma edição paga, em 22 de maio de 2019, que vinha com a trilha sonora do guitarrista Buckethead e tinha um preço simbólico, cheio de seis, à moda do inferno de Doom: 6,66 euros. Nove dias depois, em 31 de maio, chegou a versão gratuita, com músicas em MIDI de James Paddock. A Romero Games ainda vendeu edições de colecionador com cópia autografada, brindes e um documentário.
A recepção foi calorosa: a crítica elogiou o uso criativo dos recursos do jogo de 1993, embora alguns achassem as fases difíceis para quem não conhece bem o Doom. Com o tempo, o projeto ganhou status oficial: em janeiro de 2020 a Bethesda o incluiu como complemento nas versões de console e, em 2024, no relançamento Doom + Doom II. E Romero repetiu a dose: Sigil II saiu em 10 de dezembro de 2023, nos 30 anos da série.
Fonte: Eurogamer.







Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.