Quem viveu a época do PlayStation 3 lembra bem: em 2009, um RPG de ação difícil e sombrio da FromSoftware conquistou uma legião de fãs e serviu de base para a série Dark Souls que viria depois. Onze anos depois, a Sony mostrou que aquele começo ia ganhar roupa nova. No fim de outubro de 2020, a duas semanas do lançamento do PlayStation 5, saiu o segundo trailer de gameplay do remake de Demon’s Souls, um dos jogos de estreia do console.
O remake foi feito pela Bluepoint Games, estúdio conhecido pelo remake de Shadow of the Colossus, de 2018, em parceria com o Japan Studio, da própria Sony. A proposta era respeitar o original da FromSoftware, usando a arte, a música e o desenho das fases como base, mas ajustando a experiência para quem se acostumou com jogos modernos.
Entre as novidades, a trilha sonora foi regravada com orquestra e coral completos, no estilo das composições originais de Shunsuke Kida, e as vozes e animações também foram refeitas. O jogo oferecia dois modos visuais: o cinematográfico, em 4K nativo a 30 quadros por segundo, e o de desempenho, em 4K dinâmico a 60 quadros. O controle DualSense entrava na brincadeira com a vibração háptica imitando o choque de metal contra metal. E, para alívio dos puristas, nada de níveis de dificuldade: o desafio continuava igual para todos.
O que veio depois
Demon’s Souls chegou junto com o PS5, em 12 de novembro de 2020 na América do Norte, Austrália e Nova Zelândia e em 19 de novembro no resto do mundo. Desta vez a Sony publicou o jogo mundialmente, diferente de 2009, quando só cuidou da versão japonesa. A crítica aclamou o remake, recomendado por 99% dos críticos no OpenCritic, e as vendas passaram de 1,8 milhão de cópias até 2022. Foi o último jogo do Japan Studio antes da integração ao Team Asobi.
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Fonte: Sony Interactive Entertainment / PlayStation.







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