Tem anúncio que vale pelo jogo, e tem anúncio que vale pelo formato. Em 22 de março de 2019, a Sony apresentou o State of Play, uma série de transmissões próprias para falar direto com os fãs de PlayStation, sem depender de feira nem de palco alheio. A comparação imediata foi com o Nintendo Direct, que a Nintendo já usava havia anos para revelar jogos no seu próprio ritmo.
A estreia ficou marcada para segunda-feira, 25 de março de 2019, às 14h no horário do Pacífico (18h de Brasília), com transmissão ao vivo pela internet. A promessa da Sony era clara: o primeiro episódio traria “futuros jogos PS4 e PSVR, incluindo novos trailers, anúncios de novos jogos e novo gameplay”.
O que chama atenção é o momento. A Sony já tinha confirmado que não iria à E3 2019, quebrando uma presença que vinha desde a primeira edição da feira. Shawn Layden, então chefe dos estúdios da Sony Interactive Entertainment, explicou que uma feira em junho já não ajudava tanto a empresa, que preferia controlar quando e como mostrar seus jogos. O State of Play era a resposta prática a essa mudança.
O que veio depois
A primeira edição durou cerca de 20 minutos e mostrou Iron Man VR, Crash Team Racing Nitro-Fueled, No Man’s Sky em realidade virtual, Blood & Truth, Concrete Genie, Days Gone e Mortal Kombat 11, entre outros. Um detalhe bonito: boa parte do tempo foi dada ao PlayStation VR, que raramente tinha esse destaque em conferências tradicionais. Ainda em 2019 vieram mais três episódios, em maio, setembro e dezembro, com destaques como Final Fantasy VII Remake e The Last of Us Part II. O formato pegou: o State of Play seguiu ativo na era do PlayStation 5 e se tornou o principal canal de anúncios da Sony, ao lado das apresentações maiores chamadas PlayStation Showcase.
Fonte: PlayStation Blog.





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