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Entrevista: Fabrice Breton, da COWCAT, explica por que levou BROK e Demon’s Tier+ ao celular sem anúncios nem compras predatórias

Fabrice Breton, da COWCAT, fala sobre levar BROK: The Brawl Bar e Demon’s Tier+ ao celular, controles por toque, “pague uma vez” e português no Demetrios.

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Cena de BROK: The Brawl Bar
Imagem: COWCAT

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O francês Fabrice Breton é a COWCAT: o estúdio criou BROK the InvestiGator, aventura de detetive com beat ’em up e elementos de RPG num mundo onde animais substituíram a humanidade, e publica jogos de outros estúdios. Agora dois títulos chegaram ao iOS e ao Android: BROK: The Brawl Bar, o spin-off beat ’em up com mais de 60 desafios, seis personagens jogáveis e modo de criação, lançado em 9 de outubro, e Demon’s Tier+, o RPG roguelike de masmorras da Diabolical Mind, lançado em 22 de outubro. Os dois são grátis para experimentar, com desbloqueio completo por US$ 4,99.

Gostei do jeito direto do Fabrice no e-mail e fiz perguntas curtas. As respostas vieram no mesmo estilo: sobre o mercado de celular, o trabalho com controles por toque, por que ele foge de monetização predatória e uma boa notícia para quem joga em português.

A entrevista

Por que levar BROK: The Brawl Bar e Demon’s Tier+ para o celular agora?

“Gosto de levar meus jogos para todos os sistemas onde os jogadores estão, e o celular é o maior mercado. É mais difícil fazer receita ali, mas ela existe e vai se acumulando, então por que não? Meus jogos não precisam de máquinas grandes e potentes para rodar!”

Qual foi a parte mais difícil de adaptar os jogos aos controles por toque?

“Felizmente consegui aproveitar os controles por toque do jogo principal, que levaram muito tempo para serem projetados! Mas oferecer tantas opções (botões virtuais E um modo por gestos, funcionando tanto nas partes de aventura quanto nas de beat ’em up) deu muito trabalho!”

Por que o modelo “experimente grátis, pague uma vez” em vez de anúncios ou compras dentro do app?

“Não sou fã de monetizações predatórias que alteram profundamente a jogabilidade. E anúncios rendem muito pouco. Então esse é o melhor modelo: você experimenta de graça, como uma demo, e se gostar paga uma vez só para liberar todo o conteúdo.”

Como você divide o tempo entre criar seus próprios jogos e publicar os de outros estúdios, como os da Diabolical Mind?

“Portar o jogo de outro desenvolvedor ainda leva muito menos tempo do que fazer um jogo novo do zero!”

O que vem por aí para BROK e para a COWCAT?

“Estamos fazendo Celsius Strays com outro desenvolvedor com quem coopero (a demo também está disponível no PC e no celular!), e tenho um jogo novo em pré-produção!”

Algum recado para os jogadores brasileiros?

“Acabei de adicionar o português do Brasil ao meu primeiro jogo de aventura, Demetrios! Dá para jogar em português no PC e no celular, e meus jogos mais novos também têm o idioma!”

Os jogos da COWCAT no celular, incluindo BROK: First Hat (Android) e o prólogo gratuito de Celsius Strays, estão reunidos na página do estúdio.

Fonte: entrevista do SavePoint com Fabrice Breton (COWCAT), por e-mail.

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Fundador e editor-chefe

Xavier joga desde 1992 e nunca mais parou. Nascido em 1988, cresceu com um controle na mão: viu gigantes da indústria surgirem e caírem e atravessou mundos infinitos em mais de três décadas de jogatina. Fundador do SavePoint, escreve sobre lançamentos, reviews e tudo o que move a indústria dos games.

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